os privilégios e a DESIGUALDADE - De resto, quando comecei a trabalhar em 1973, a jornada já era de 40 horas semanais nas empresas de comunicação empresarial,
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
O CENTRÃO JÁ ESTUDA FÓRMULAS PARA TOMAR DOS TRABALHADORES O QUE ELES POSSAM GANHAR COM O FIM DA ESCALA 6x1
os privilégios e a DESIGUALDADE - De resto, quando comecei a trabalhar em 1973, a jornada já era de 40 horas semanais nas empresas de comunicação empresarial,
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
INÓCUO SOB O CAPITALISMO, O COMBATE À CORRUPÇÃO É UMA BANDEIRA QUE SEMPRE ALAVANCA O POPULISMO DE DIREITA.
| Combater a corrupção no capitalismo = enxugar gelo |
| O powerpoint do Dallagnol, um descalabro da Lava-Jato. |
| Diagnóstico correto. E cuidado, essa doença mata! |
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
IMAGINE UM DONALD TRUMP DECIDINDO QUEM SOBREVIVE E QUEM MORRE
Certamente que a política, enquanto esfera de apoio jurídico-constitucional de uma ordem econômica escravista estabelecida como forma de relação social funcional a partir de uma lógica contraditória e, portanto, ilógica, tornou-se disfuncional em face dos parâmetros modernos de produção social que lhe são antagônicos.
A política tornou-se disfuncional por invalidez; tornou-se inativa como serva obediente sem soberania de vontade que sempre decidiu em favor do capital porque, com o advento da máquina (trabalho morto), em substituição majoritária do trabalho abstrato (trabalho vivo, assalariado), é o próprio capitalismo que sofre de anemia profunda por esvair-se o sangue que lhe mantem vivo.
Ou seja, vive o momento da impossibilidade de reprodução aumentada do valor nos níveis necessários por seus próprios fundamentos; assim, a política ficou órfã impotente com a doença terminal do seu amo, o capital.
Este é o ponto fulcral da desesperança, ou niilismo passivo: a espera de um Godot que está morto, qual seja a política.
Como estamos todos acostumados a buscar respostas na institucionalidade política (incapaz de nos oferecer tais respostas), reina a desesperança, que se traduz num niilismo passivo.
Vivemos sob uma forma de relação social destrutiva daquilo que se pode considerar como saudável, seja do ponto de vista da materialização do provimento equânime das necessidades de consumo e demandas sociais básicas, seja do ponto de vista da afirmação das virtudes humanas como tais, ou seja ainda pela questão ecológica.
Ora, com a mecanização preponderante na produção de mercadorias, extingue-se substancialmente o critério de mensuração de trocas destas na guerra concorrencial de mercado de modo a que apenas aqueles grandes conglomerados capitalistas detentores de capacidade de investimento em capital constante em grandes volumes poderão produzir.
É evidente, portanto, que para a sobrevivência desse sistema de verticalização do poder sob critérios de produção controlados pela máquina e seus proprietários, já não será o valor abstrato o critério de mensuração da riqueza, mas a força absolutista político-militar a fornecer um voucher sobrevivência como recentemente propôs Elon Musk.
Imagine um Donald Trump decidindo quem come e como se obter o alimento? Quem manda e quem obedece? Quem vive (ou sobrevive) e quem morre?
É preciso compreender que a máquina e o saber que a criou representam a transição de um modo de produção baseado na força muscular humana para um modo de produção mais confortável e produtivo alterando substancialmente o caráter da sociedade para pior ou para melhor, dependendo do nível de consciência e unidade que os segmentos majoritários da população possam ter sobre seus próprios destinos.
O claro crescimento da direita nos processos eletivos mundo afora, com o surgimento de partidos flagrantemente defensores dos famigerados postulados nazistas deriva da falta de uma proposição de relação social que negue o capitalismo na sua raiz constitutiva: o valor e a dissociação de gênero.
Não há democracia (se se quiser emprestar ao termo uma conotação de livre exercício da soberania da vontade) sob o capital, e não é votando que se rompe com a mesmice, posto que as eleições burguesas mais não são do que um canal de positivação de uma estrutura política de positivação do capital e que somente leva ao descrédito das massas eleitoras diante do fracasso da tentativa bem-intencionada de humanização do capital pelos partidos ditos progressistas.
Neste ano de 2026 temos eleições e vai se repetir a polarização entre a direita (que possivelmente virá com uma tentativa de revestir o lobo na pele de um cordeiro) e a social-democracia trabalhista lulista (cujo conteúdo reformista e conciliador propõe a retomada de crescimento econômico, ou seja, mais capitalismo, como forma de crescimento do bolo que possibilite a distribuição de algumas fatias, como queria Delfim Netto nos anos 60).
domingo, 1 de fevereiro de 2026
"ERA UMA CANÇÃO, UM SÓ CORDÃO E UMA VONTADE DE TOMAR A MÃO DE CADA IRMÃO PELA CIDADE" (Chico Buarque)
Outros autores lembram as festas alegres do paganismo, como a de Ísis e a do Boi Ápis, entre os egípcios; e as bacanais, lupercais e saturnais dos romanos.
Suetônio, historiador da Roma antiga, refere-se às saturnais como desenfreada libertinagem, cínica palhaçada. E diz que, durante esse período todos pareciam enlouquecer. Armavam-se grandes mesas à frente das casas para senhores e escravos comerem à vontade, sem distinções. E os escravos tinham o direito de dizer verdades a seus donos, ridicularizá-los, fazer o que quisessem.
A componente libidinosa do carnaval é inegável em todos os textos antigos. Sabe-se, p. ex., que o termo carnaval deriva do latim carrum novalis, designação de um tipo de carro alegórico da Grécia e Roma antigas. Dezenas de pessoas mascaradas caminhavam a seu lado e ele trazia no bojo mulheres nuas e homens que cantavam canções impudicas.
Contam alguns textos, inclusive, que os padres, depois de pregarem em vão contra o carnaval, acabavam convidando os fiéis a concentrarem as comemorações na praça da igreja, para que tal logradouro não ficasse desvalorizado...
A Renascença viria libertar os europeus da sensação de culpa que a religião procurava insistentemente associar ao prazer e à alegria. Os distantes e etéreos paraísos prometidos nos púlpitos, bem como as dantescas descrições do inferno que esperava os pecadores, tornaram-se insuficientes para afastar o povo da folia. A grande festa pagã renascia em todo o seu esplendor.
Pelas ruas de Lisboa, generalizava-se uma verdadeira luta em que as armas eram os ovos de gema, ou suas cascas contendo farinha ou gesso, cartuchos de pó de goma, cabaças de cera com águas de cheiro, tremoços, tubos de vidro ou de cartão para soprar com violência, milho e feijão que se despejam aos alqueires sobre as cabeças dos transeuntes...
Os limites da democracia, entretanto, sempre foram muito exíguos no Brasil, então houve também medidas caracteristicamente autoritárias. Em 1857, o chefe de polícia do Rio de Janeiro lançou um edital proibindo o jogo do entrudo dentro do município. Qualquer pessoa que o jogar incorrerá na pena de 4$ a 12$ e não tendo com que satisfazer, sofrerá oito dias de cadeia, caso o seu senhor não o mande castigar no calabouço com cem açoites. Ou seja, multa para os brancos proprietários; xilindró e chicotadas para os escravos. A relatividade vem de longe...
A agressividade igualmente se evidencia em todos os textos da época. Sabe-se, p. ex., que o único objeto de divertimento do carnaval brasileiro era o limão de cheiro, uma imitação de laranja, com invólucro de cera e água fétida por dentro.
O pintor e engenheiro Jean-Baptiste Debret, que aqui veio com a Missão Artística Francesa em 1818, ficou estarrecido com a selvageria explícita: Vi jovens negociantes ingleses passearem, com orgulho e arrogância, acompanhados por um negro vendedor de limões cujo tabuleiro esvaziavam pouco a pouco, jogando os limões às ventas de pessoas que nem sequer conheciam.
Episódios deste tipo o marcaram tanto que um de seus desenhos mais famosos, Cena de Carnaval (ao lado), mostra uma negra atacada na rua por um crioulo de cartola, que lhe esfrega no rosto um bocado de goma, enquanto o outro negro ensopa o primeiro com água de uma longa seringa.
Apenas no final daquele século a agressividade foi se atenuando e as bisnagas passaram a conter, ao invés de água suja, líquidos menos repugnantes, como vinagre, groselha e vinho; idem os limões de cheiro, cujas águas fétidas e até urina foram trocadas por inofensivos perfumes.
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ZÉ PEREIRA! BUM, BUM, BUM! – O personagem mais característico do carnaval brasileiro surgiu em meados do século 19 e logo se tornou uma instituição popular. Trata-se do Zé Pereira, calcado na figura do sapateiro José Nogueira de Azevedo Pereira.
Português de nascimento, ele um dia entretinha-se com outros patrícios, recordando as romarias, estúrdias e estrondos da pátria distante. A saudade era tanta que eles resolveram sair à rua, ao som de zabumbas e tambores alugados às pressas, para fazer uma passeata pela cidade.
Foi um enorme sucesso, logo copiado por dezenas de grupos semelhantes, fazendo com que o Zé Pereira se transformasse num personagem mística, identificado com o próprio carnaval (“E viva o Zé Pereira/ Pois que a ninguém faz mal/ E viva a bebedeira/ Nos dias de carnaval”).
Foi essencialmente o carnaval do pobre. Tão fácil, no meio da miséria reinante, sair à rua com bumbos e tambores, uma camisa qualquer, uma calça de qualquer espécie e fazer barulho, alegrar com um ritmo efusivo as ruas e os bairros!
O samba remonta à chegada no Brasil de escravos negros, que logo foram introduzindo seus ritmos, danças, cantigas, costumes e crenças. Assim, após o trabalho exaustivo (ou nos raros dias de folga), eles dançavam e batucavam com seus instrumentos rudes, nos terrenos das fazendas, engenhos e canaviais. Alegria sofrida, ritmo de quem esforçava-se por esquecer a tristeza, as privações e os maus tratos.
O batuque tipicamente africano foi caindo em desuso com o desaparecimento dos nativos daquele continente. Uma variação abrasileirada espalhou-se por todo o País, já com a denominação de samba.
Segundo um cronista da época, os dançadores formam roda e, ao compasso de uma viola, move-se o dançador do centro, avança e bate com a barriga de outro da roda, uma pessoa de outro sexo. Não se pode imaginar uma dança mais lasciva do que esta, razão por que tem muitos inimigos, principalmente entre os padres.
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LENÇO NO PESCOÇO – A fase heroica do samba foi a da pernada carioca, diversão a que se entregavam os remanescentes dos inúmeros grupos de capoeiristas existentes no Rio de Janeiro em fins do século 19.
Tratava-se de uma batucada braba, na base da pernada e cabeçada, regada com doses cavalares de cachaça (Samba de negro/ Não se pode frequentá/ Só tem cachaça/ Pra gente se embriagá).
O samba era tido como coisa de pretos, malandros e marginais. A posse de qualquer instrumento de samba bastava como prova de que o indivíduo era vadio e merecia ser preso. E a brutalidade da polícia Era respondida à altura pelos bambas. Mortes ocorriam de lado a lado.
Foi a época do tipo celebrizado por Wilson Batista, com seu andar gingado, chapéu tombado, olhar dormente, fala cheia de gírias, lenço de seda no pescoço (para proteger-se das navalhadas), camisa listrada, calças largas (boca-de-sino) ou balão (bombacha) caídas sobre os sapatos de bico fino com salto carrapeta (mais tarde, tamancos) e, evidentemente, a inseparável navalha.
Os versos do sambista da Lapa o descrevem admiravelmente: Meu chapéu de lado/ Tamanco arrastando/ Lenço no pescoço/ Navalha no bolso/ Eu passo gingando/ Provoco desafio/ Eu tenho orgulho de ser vadio.
Trata-se de uma figura que, como o verdadeiro carnaval, sairia de cena entre as décadas de 1930 e 1940.
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O PINTO E OS ÍNDIOS – O carnaval era uma pedra no sapato dos autoritários de todos os matizes. Os chefes de polícia, desde meados do século 19, lançaram uma interminável série de editais, ora proibindo, ora regulamentando os festejos.
Episódios anedóticos ocorreram aos montes. Um delegado carioca chamado Alfredo Pinto, p. ex., notabilizou-se pela perseguição aos foliões. Em 1909, tentou proibir as passeatas e o Zé Pereira, sendo obrigado a voltar atrás por causa dos protestos da população e da imprensa.
Furioso, voltou à carga proibindo as fantasias de índio, sob a alegação de que os tacapes poderiam ser utilizados como armas. Os blocos contra-atacaram com refrãos provocativos que difundiram por toda a cidade, tipo Eu vou beber/ Eu vou me embriagar/ Eu vou sair de índio/ Pra polícia me pegar. Em outros, houve até alusões picarescas ao sobrenome do delegado...
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DOMESTICAÇÃO E TURISTIFICAÇÃO – Nem a polícia do terrível Filinto Müller, durante a ditadura getulista, conseguiu pôr fim aos festejos de Momo. De repente, entretanto, o povo perdeu seu carnaval, que virou um próspero negócio para as escolas de samba e foi alçado a item prioritário da promoção do turismo.
Comemorações rigorosamente planejadas substituíram as iniciativas espontâneas do povão. Os foliões se tornaram passivos espectadores dos suntuosos e multicoloridos desfiles. Sambistas passaram a competir encarniçadamente por classificações espúrias.
Como explicar essa transição negativa? Dizer que, com a industrialização, fecharam-se os espaços para a desordem remanescente da sociedade rural? Que o carnaval morreu ao se institucionalizar? Que nosso povo já não tem humor nem revolta? Explicações podem ser alinhavadas às dezenas. Mas, nenhuma servirá como consolo.
Enfim, foi expulso das ruas e não se dispõe mais a lutar mais por elas.
sábado, 31 de janeiro de 2026
NINGUÉM ESTAVA OLHANDO, ENTÃO OS POLÍTICOS DO BRASIL E OUTROS PAÍSES TOSQUIARAM OS CONTRIBUINTES.
| Ken Griffin discorreu sobre os riscos que o Brasil corre |
É a mesma avaliação do Alexandre Borges em seu artigo deste sábado (31) na Folha de S. Paulo, no qual sustenta que a disparada da dívida pública é uma bomba relógio da qual ninguém fala, prestes a explodir nos EUA, França, Reino Unido, Japão e Brasil.
Como se trata de um texto muito longo para as características deste blog, vou reproduzir apenas os trechos de maior interesse para nós, brasileiros. (CL)
Os dados mostram uma deterioração fiscal disseminada nas principais economias mundiais. Segundo o Fundo Monetário Internacional, o déficit fiscal médio das economias avançadas passou de cerca de 3,3% do PIB em 2019 para mais de 5% em 2024...
Para efeito de comparação, a média da dívida dos emergentes passa dos 60% do PIB, e a de países com classificação de risco semelhante ao do Brasil fica abaixo de 55%.
No mesmo período, a inflação atingiu 10,7%, o desemprego subiu de 6,5% para mais de 11% e o PIB acumulou retração próxima de 7% em dois anos. O país perdeu o grau de investimento...
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
O GRANDE IRMÃO TINHA UMA POLÍCIA DO PENSAMENTO; JÁ O GRANDE FANFARRÃO O CONTROLA COM RECURSOS CIBERNÉTICOS.
Outro perigo é o de uma enciclopédia desse tipo inventar e impor uma outra narrativa histórica, segundo a visão ideológica de Elon Musk.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
SANTA CATARINA LAVA MAIS BRANCO... O CÉREBRO DOS SEUS ESTUDANTES!
Tentando explicar o inexplicável e inaceitável, o governo de SC saiu-se com esta pérola: a norma seria constitucional por levar em conta as singularidades demográficas do estado, que tem a maior proporção de população branca do país.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
DEPUTADOS BOLSONARISTAS DE SC QUEREM ACABAR COM AS AÇÕES AFIRMATIVAS NO ESTADO
A Ordem dos Advogados do Brasil entrou nesta 2ª feira com uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal, pedindo a imediata suspensão da lei que proibiu a adoção de cotas e outras ações afirmativas em instituições de ensino de SC.




